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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O MENINO QUE DESCOBRIU AS PALAVRAS










O MENINO QUE DESCOBRIU AS PALAVRAS


Era, uma vez, um menino
Que, ainda bem pequenino,
Descobriu, todo contente,
Que palavra é que nem gente:
Umas são festa e alegria,
Como palhaço e folia;
Outras são sempre tristeza,
Como doença e pobreza.

Percebeu o menininho
Que a palavra carinho
Até as plantas entendem,
Todos os seres  compreendem,
Não se conteve e gritou:
"Carinho é filho do Amor!"

O menino descobriu,
Ficou feliz e sorriu,
Que algumas são brilho, luz,
Como a palavra Jesus;
Outras são dura verdade,
Como tempo, dor, saudade;
Palavras, pura beleza,
Como homem e natureza.

Palavras, só emoção,
Como poesia e canção.

Descobriu que a mais querida
É sempre a palavra Vida.

O menino, então, dormiu
E uma palavra o cobriu,
Lençol que não é de pano,
Feito de paz e de sono.

(Cineas Santos e Archanjo)




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